Pessoal, adivinha onde estou! Brasília.
Esse lugar é maravilhoso e me inspira a pensar em... política.
Hoje eu tive uma idéia. Um país que não é independente, como um território. Quais são os inconvenientes? Não ter cultura? Ou pagar impostos tipo... parte do rendimento do tal território? Ou se submeter à leis que não são as nossas leis. Ou ter de se adequar à cultura, leis e impostos do novo "dono"?
POR FAVOR, DINAMARCA OU AUSTRÁLIA, INVADAM O BRASIL!!!
Imaginem. Nós pagamos impostos federias. Para quê? Olha, eu estou aqui. Não há tanta gente assim para um pais inteiro precisar sustentar. Os impostos no Brasil são maiores do que aqueles que nós pagávamos na época do Brasil colônia. (E você ainda comemorou o 7 de setembro). O pior: os impostos não adiantam nada. Acha que com o que você paga de imposto não daria para tapar os buracos da sua rua? Ou, se você paga impostos o tempo todo, 35 horas por dia, até pela camisinha que você usa, e esse dinheiro vai para os cofres, e você fica doente umas duas ou três vezes por ano, porque que você não tem atendimento de qualidade? Quantos vizinhos você tem? Ou melhor quantos carros tem na sua rua? Vamos multiplicar os 50 carros pelos 70 reais da multa de rodízio. R$ 3500,00. Só com esse dinheiro já dá para tapar os buracos da sua rua. Veja: o IPVA poderia ser inteirinho roubado pelos chefões. O licenciamento e o seguro obrigatório também. Eles poderiam comprar carros de luxo, iates, mansões.
Tudo bem, estou fugindo do tema.
É o seguinte: Não quero mais ser independente. Não gosto da nossa cultura. Enquanto estamos fazendo tranças com palha ou esculpindo santinhos em madeira, os europeus estão tocando instrumentos musicais complexíssimos, ou desenvolvendo novas tecnologias. Nós temos o tamanho de um continente e ficamos todos felizes porque temos um astronauta, uma mega modelo ou um pouquinho de petróleo. E o orgulho por ser possível nos tornarmos a quinta economia do mundo.
Gente, olhem o tamanho do Brasil. É um país imenso e produzindo. Não temos desertos e nem áreas geladas. Com esse tamanho (meia europa), era para sermos a primeira economia do mundo, termos nosso próprio programa espacial e no mínimo termos desenvolvido tecnologia que dispensasse o petróleo. E quanto à moda, samba, carnaval e futebol. Ah! Meu sonho é que isso deixe de ser paixão nacional e vire apenas cultura.
Não me importo que vocês gostem de futebol (a pesar de eu abominar), mas paixão nacional? Uma nação de ignorantes pobres que pagam metade dos ganhos em impostos? Amando futebol? Carnaval? Ah! pára com isso.
Imaginem o seguinte: Nem precisa ser a Dinamarca (é que eu, particularmente gosto), mas um país qualquer (desenvolvido, claro), invade o Brasil. Aí eles nos impoem a cultura deles. Os costumes, os impostos, as taxas de natalidade, etc. Pronto. É o país perfeito. Uma Europa ensolarada. Imagine você na praia. Sem o risco de ser roubado. Imagine você sair a pé do teatro sem medo. Imagine uma vida sem medo. Imagine uma vida inteira, minuto por minuto, sem medo. E o melhor, imagine você podendo o usar o seu salário com você, não com o carro oficial que os políticos usam para irem à campanha da dilma!
Entendo que um cidadão deve ser patriota. Mas a minha pátria é muito cara. Minha pátria oferece muito pouco. Eu gasto muito dinheiro para ter um matinho lá no meio da amazônia (que inclusive fornece madeira de lei para os contrabandistas). Eu pago muito caro para ter os amortecedores e a suspensão do meu carro detonados, pago muito caro para ficar 3 horas passando mal no hospital público de Contagem (e ser dispensado sem atendimento), eu pago muito caro para ter estudado em faculdade particular, eu pago muito caro para ser maltratado pelos funcionários públicos, inclusive os da subprefeitura de Pirituba (mas isso é assunto para outro post).
Acreditem. Eu queria amar meu país. Mas nos roubam muito. Somos forçados. Gente, olha o imposto de renda! Sinto muito. Não amo esse país. Quando ele melhorar eu vou ficar muito feliz e talvez até o ame. Mas hoje eu amo a mim. Eu prefiro amor próprio.
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